23 anos depois...

 Eu tinha a ideia que o Reiki ia consertar tudo na minha vida, mas não compreendia a prática e tudo o mais que isso envolve. Durante muitos anos não consegui criar uma rotina de auto aplicação. A energia fazia emergir uma forte irritação, além de sentir a manifestação de um fluido pernicioso que me incomodava muito, fruto de parasitismo espiritual.

Fiz muitas vezes a seguinte pergunta a mim mesma: aplicar reiki em mim para quê se nada me dói?!

Algumas das perguntas que respondem a esta questão são: 

- Perdes muita energia diariamente? 

- Estás feliz e equilibrada em todas as áreas da tua vida? 

- Zangas-te muito? 

- Preocupas-te muito? 

- Confias em ti e na vida?

- Quais são os teus pensamentos dominantes? 

- Que emoções nutres com frequência?

- Sentes alegria? 

- Recordas muito situações do passado? 

- Tens receio do futuro?

- Em que estado vibracional estás?...

- Quais são os teus objectivos para a vida?

- Como estão os teus chakras?

- Que metas queres alcançar? Esta pergunta por vezes mexe muito com a zona de conforto e daí pode surgir resistência. 

Eu não fazia estas perguntas, embora estivesse bem consciente da forma como me sentia e, sobretudo, não ligava nenhuma aos 5 princípios de Reiki.

Foi o João Magalhães quem me esclareceu muitas questões com os seus artigos no Tao do Reiki. Os meus Mestres de Reiki nunca estiveram disponíveis para esclarecer nada. O Chetan, Bernard Grenier de seu nome, delegava para a Maria Leonor e a Ana Cláudio idem. 

É que isto de ser terapeuta tem que se lhe diga. Lidar com o lixo dos outros não é para qualquer um. A Maria Leonor é terapeuta, eles são apenas mestres, ensinam a técnica e pronto. E os Mestres de Reiki não têm de andar com os alunos ao colo. 

Nós, praticantes de Reiki, somos livres. Não precisamos de depender dos nossos mestres para caminhar, embora a troca de experiências seja necessária. 




Eu gostei, sinceramente, de frequentar o Centro de Luz em Lisboa. Um prédio antigo, na Rua do Salitre, 55, cv dta. Mal entrávamos, o perfume do Nag Champa inundava o hall. Subíamos uns degraus para depois descermos dois lances de escadas até à cave cobertos por uma carpete azul. Acho que a cor foi escolhida por causa da ligação ao 1º raio.

Iamos lá ao sábado à tarde e enquanto nos preparávamos em casa para sair já começávamos a sentir a energia do lugar que era reconfortante e agradável. Dos espaços que frequentei esse foi o único de que gostei, apesar de tudo. 

Lamento que a amizade entre nós e elas não se tenha mantido até hoje, não por responsabilidade nossa, mas devido ao comportamento incorrecto da Mª Leonor e às más interpretações da Ana. Apesar disso, a presença da Mª Leonor foi muito sentida aqui durante muitos anos.

Ela manifestava vontade de um retorno nosso. Em 2012 estava eu no andar superior da nossa casa, a preparar-me para enviar reiki para uma situação à distância, assim que coloquei as mãos em gassho senti o ambiente do centro de luz. Foi algo completamente revelador e confirmou muita coisa. Elas faziam a ligação para cá. E o Bernard Grenier já não vinha cá nessa altura. Mas a Leonor tem uma forma de ser ríspida, apesar de calorosa por vezes. E apanhei-a com algumas não verdades. Ficámos de pé atrás por causa disso também.

A primeira vez que entrámos no centro de luz foi no dia 24 de Março de 2001, um sábado. Recordo como se fosse hoje. Dias antes,  sentadas num banco daquela praça solarenga, decidimos ir lá depois de encontrar o número de telefone numa lista telefónica dos ctt de Almada.  

A Maria Leonor chegou séria, disse bom dia sem olhar para nós. Trazia uma gabardine ou casaco azul e um lençinho verde ao pescoço. 

Já no centro mostrou- se disponível para ouvir enquanto fumava um cigarro que depois de uma passa deixava queimar no cinzeiro... O lugar estava vazio mas com uma energia movimentada.  Um lugar peculiar e místico. 

15.02.2025

Fui hoje a lisboa e estacionei na Rodrigues Sampaio perto do nr 21. Enquanto almoçávamos no carro quem vejo passar mesmo à nossa frente? A Maria Leonor. 

Foi como ir a Roma e ver o Papa. Tive pena de não a ter fotografado... Ela subiu a rua do lado direito e entrou num carro branco. Talvez um Nissan. 

Há 19 anos que não a via. Ela continua com o seu estilo desportivo, os snickers de cunha, casaco preto, calças da mesma cor, uma blusa esverdeada, o cabelo curto. Estava com um aspecto cuidado. Só vi o rosto de lado e a expressão não deu para definir. 

Eu quis parar naquela rua, de que gosto, e encontrei um lugar mesmo quase em frente à porta delas. Sei que têm marcações para este mês mas não consultei o site. Se tivesse verificado não teria ido hoje àquela rua porque este fim de semana não estão lá, mas não sabendo fui e, por coincidência, vi a pessoa passar à nossa frente. Há coisas fantásticas. Isto pode ser o que se chama de sincronicidade? Tudo aponta para isso. 

E também descemos a rua do Salitre do outro lado da avenida. A Beatriz até revelou simpatia pelo lugar e disse "subi esta rua para fazer as iniciações"...

Nunca me vou esquecer das iniciações naquele lugar. Parecia que a ligação se iria prolongar, mas apenas por um muito curto período de tempo assim foi. Muitas vezes, na área das terapias, nem sempre é possível fortalecer laços com as pessoas. Os egos estão ainda muito desequilibrados.

Não vou entrar em contacto com elas. Acabou. Em 2021 quando não tive retorno da Ana, ao perguntar por email como estavam, vi logo que ela estava com receio que eu aparecesse. Fique ela descansada que nunca, nunca mesmo, vou entrar em contacto com elas. 

Eu, sinceramente, gostava que fosse tudo diferente porque gosto e preciso de ligação com pessoas das terapias.

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